sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Feliz Natal ...na Tuga!!
é Natal e "felizmente" é um feliz Natal porque a muito custo e sofrimento conseguimos estar todos na nossa tuga atempadamente para viver esta quadra de melhor maneira, não é Pintas? Ainda, ainda, ainda...mas ainda bem que chegaste a tempo!
Um feliz Natal para todos, aproveitem para estar junto daqueles que mais amam...que nós, angolaétua, em Luanda temos muito tempo paraos nossos gins e "ramutebe"!
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
O resto da noite do Miami Beach…
Foi por lá que encontramos o nosso amigo Tito Paris, pessoa bem-disposta que adora os portugueses, nos presenteou com um brinde e nos acusou de ter esvaziado a arca das minis: pura mentira!
Uma vez chateados, partimos com o Tito debaixo do braço e indicamos-lhe onde haveria mais festa de seguida. Ao princípio parecia reticente, mas no fim lá acabou por ir para casa.
Foi ele mas nós não. Apontámos em direcção à ChillOut – uma disco na praia, mesmo a dois passos do Miami - pois parecia que estava a decorrer a festa da White Sensation com o Dj Pedro Casanova e a cantora Andreia (ex-Non Stop). Confesso que não sabíamos que ia haver uma festa onde toda a gente estaria vestida de branco (como atestam as nossas t-shirts). Fomos expectantes e assim que entramos - passada meia hora de fila e peripécias da compra de convites no mercado negro – ficámos estarrecidos com uma festa tão, tão, tão fraca e mal frequentada; ficam as fotos porque nós fomos para o bar..ABERTO!
Já com a segunda dose de bebidas tomada (isto porque não posso dizer com a segunda borracheira na mesma noite senão a minha mãe fica no mínimo triste comigo) abrimos o nosso espírito á festa e à musica: “the way you smile, the way you move, the way you talk, the way you fan fan…”.
Digam lá se a Andreia não ficou bem ao pé de mim e do Wooferzinho…o mesmo não posso dizer dela junto do Pintas!
Foi um ver se te avias até de manhã. Enquanto o corpo aguentou ninguém desertou, foi tipo Duracel.
Em resumo foram duas noites p’ra mundial numa só!
Angola é TUA, Angola é do cara...ças!
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Afinal, quem nos ama?
Afinal, quem nos ouve?
Afinal, quem nos deixa com saudades imensas?
O fado que é só nosso?
A saudade que não tem tradução?
Os amigos que procuramos e não estão?
O tempo de espera que, acreditem, não é só vosso?
São vocês, é claro!
Somos nós que vos esperamos!
As pessoas que nos são queridas
Que procuramos na multidão,
Mas que depressa desistimos
E voltamos à solidão, porque não estão...
Neste continente que amo
Mas que não é o meu lar
Até que vocês estejam todos aqui
Olhos nos olhos, nesses olhos que eu conheci
À distância de um abraço
Aquele abraço com vontade de abraçar!
Queremo-vos aqui!
Queremo-vos como nunca!
Queremo-vos agora!
Queremo-vos...
Até já!
domingo, 25 de outubro de 2009
O meu 1º post - Demorou mas foi!
Para quem estava habituado a ter na paisagem do quotidiano a companhia quase exclusiva de pinheiros e eucaliptos, eis que o cenário muda, e observo diariamente embondeiros no caminho para Cacuaco. Engraçado – segundo a informação que paira na net acerca desta árvore, os deuses decidiram plantá-la com as raízes viradas para cima, como forma de castigo pela sua inveja.
Acho que é assim que nos sentimos quando chegamos a este país. Não é que não saibamos onde estão as nossas raízes. Isso não está em causa.. Ficamos sim atordoados e não sabemos onde estão os nossos ramos e tronco. Tudo é diferente e muita coisa nos é estranha. As nossas balizas têm de ser ajustadas, e a nossa percepção e sensibilidade para aquilo que considerávamos normal e corrente tem de ser afinada. Não é para melhor nem para pior. É para outros padrões. Como conduzirmos toda a vida na faixa da direita e de repente termos de conduzir à esquerda.
Dizem que a saudade é um sentimento lusitano. Não sei se não será de outros também. Mas neste momento sinto-o pretenciosamente como meu. Aqui à distância podemos aferir acerca de todos aqueles que nos são chegados. Família, amigos, tomam uma posição ainda mais cimeira. Ficamos a querer lembrar-nos de tudo. Gargalhadas, cheiros, vozes. Enfim, acho que faz tudo parte do processo. Ainda ontem me fartei de rir ao ver o programa da Liga dos Últimos na RTPi. Não é que eram só caras conhecidas da minha terra, a Gafanha da Nazaré?
Como devem imaginar, a grande quantidade de portugueses por estas paragens, ajuda bastante à integração e adaptação ao país. Por aqui, e com a nossa malta da TUA (Tuna Universitária de Aveiro) temo-nos reunido para tocar umas modas ao fim de semana. Se em Portugal sabe bem fazê-lo, aqui a sensação é exponenciada. Nestas noites e com a desculpa da música, lá se conversa com pessoas novas. Tem dias que até parece um daqueles destinos tipo Sanxenxo, onde se encontra gente conhecida que nunca imaginaríamos.
De resto, há aqui coisas muito engraçadas. Aqui o “não” a seguir ao “ainda” não se usa muito… Quando perguntamos: “Já conseguiu aquilo que lhe tinha pedido?”, temos como reposta “Ainda…”. Acho isto um exemplo de poupança muito bom. Para quê estar a utilizar mais palavras e tinta, quando se consegue quase o mesmo efeito só com uma?
Bem, e antes que comece a tornar-me chato, e porque há tema de escrita para mais posts, deixo-vos só um link do Youtube, de uma música soberba que fica no ouvido. “Vai morrer, mas vai morrer curado…” . Eu já me ri muitas vezes a ver o vídeo…VÍDEO-CLICAR
Perguntam vocês: “É hoje que metes fotos no blog?”, ao que eu respondo: “Ainda…”
Até já!
Woofer
domingo, 18 de outubro de 2009
O rio Kwanza
Ainda agora me deitei e já estou de pé! É hora de visitar a barra do rio Kwanza. O rio que dá o nome à moeda nacional angolana, e era a fronteira física que, em tempo de guerra, dividia a zona segura dominada pelo MPLA e a zona de menor segurança onde as emboscadas eram o prato do dia. O blindado na imagem prova que aqui, era de facto a zona de fronteira.Atravessamos a ponte e andamos alguns kilometros até chegar à barra do Kwanza.
O que nos espera é o Kwanza Lodge. Um local à beira-rio com um restaurante e alguns bungalows onde se pode passar um fim-d
e-semana por cerca de 350 dólares por noite com um máximo de 5 pessoas por cada bungalow.Comemos uns belos caranguejos e uma picanha saborosissima. É claro que, tudo isto, acompanhado por umas cervejas bem fresquinhas.
Depois de almoço é hora de nos fazermos à estrada, ou melhor, à picada para chegarmos ao ponto mais alto da foz do rio Kwanza.
Uma vista fantástica sobre a foz e sobre o Atlântico.

Ao longe, à direita, vê-se a ponte sobre o rio.
As encontas escarpadas oferecem locais priveligiados para imagens de beleza rara.
Apreciem estas imagens.
Voltarei em breve com mais!
Abraço mwangolé!!
Hoje é noite de concerto no Miami Beach!
Rumámos à ilha bem cedo, por volta das 16h, já prevendo o trânsito que mais tarde se faria sentir para entrar na ilha de Luanda.
Não tínhamos almoçado ainda e por isso há que tratar de encher a pança. Sabíamos que havia mais um amigo que estava na cidade e combinámos com ele encontrarmo-nos no “Cais de 4”.
Um barzinho mesmo à entrada da ilha. Lá chegámos. O bar estava a ser limpo e por isso tivemos de ir para o bar ao lado. O “Chimarrão”. –Hmmmm. Este nome não me é estranho…
Sentámo-nos numa mesinha. Entretanto já tínhamos encontrado o tal amigo que estava na cidade.
O Jubero. Um ve
lho amigo de Aveiro, antigo dono do restaurante/bar Olaria no Centro de Congressos de Aveiro.A ementa foi bem portuguesa: moelinhas, “Joaquim Zinhos”- é assim que lhes chamam – e picapau.
Uns dedos de amena cavaqueira e já eram 19h.
- Onde vamos beber um copo e fazer tempo até à hora do concerto?
- Vamos ao Delmar. É um bar bem calminho com boa música e um ambiente interessante.
Assim foi, fomos para
o Delmar onde ainda havia pouca gente. Sentámo-nos numa mesa e lá vai de pedir o Gin Tónico da ordem. Um, dois, três, mais um pouco de conversa, quatro, cinco gins! E chegou a malta da pesada!Mais um copo para animar e começamos a ouvir música! Tinha começado o concerto de Paulo Flores e Tito Paris. O Miami Beach era mesmo ali ao lado. Num passo apressado lá fomos para o concerto.
A primeira surpresa da noite apareceu logo que chegámos. – Malta! As minis são à BORLA!!!! – Começou a desgraça! Toca a pedir minis em barda, umas atrás das outras. Estava-se a adivinhar que ia ser uma noite longa! De um lado estava o concerto do Paulo Flores e Tito Paris. E do outro estavam as minis! MUITAS MINIS!!!A noite foi avançando e, como seria de esperar, os ânimos começaram a aquecer. Os sorrisos eram mais abundantes e naturais, a descontracção começou a tomar conta dos nossos espíritos e as minis não paravam de chegar às nossas mãos, trazidas pelas simpáticas empregadas que cedo perceberam que nós seriamos os clientes mais as
síduos das suas passagens por entre a clientela.É claro que não defraudamos as expectativas das meninas e sempre que passavam por nós, fazíamos questão de esvaziar as bandejas que traziam repletas de cerveja.
O relógio não parou e a noite foi avançando a passos largos. A noite estava quente, e como o bar ficava mesmo ali em cima da praia, toca de ir até à beira-mar para apanhar um ar mais fresco. Lá nos juntámos no areal. Toca a arregaçar as calças e molhar os pés ou mesmo tomar um banho de mar, mas nunca sem levar
pelo menos uma mini para ajudar a refrescar.Estávamos nós em pleno areal quando, vinda das profundezas do oceano atlântico, aparece uma sereia! Uma nativa que, como nós tinha aproveitado bem a noite, resolveu presentear-nos com uma bela dança à beira-mar.
Com um corpo bem torneado, a dançar como só eles dançam, deixou-nos a todos boquiabertos com aqueles movimentos de anca suaves e sensuais. Foi um show que durou uma boa meia hora e em que alguns de nós não perderam a oportunidade de se aproximarem e tentarem umas investidas amigáv
eis.A noite continuou e o cansaço foi-se apoderando de nós. Estava na hora de voltar para casa, porque no dia seguinte tínhamos de ir levar o Sr. Paulo Baptista ao aeroporto. Estava de regresso a Portugal, mais concretamente a Águeda.
Fiquem com esta bela imagem.
Até já!!:)
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Vamos ao Parque Nacional da Kissama.
São 8 da manhã e já estamos fora da cama. Tiramos as grades de minis do frigorifico e carregamos as arcas. Há que descer carregados com a tralha até ao carro. Lá em baixo já nos espera a malta!! Abrunhosa, Pintas e Teen!! Estamos todos prontos para iniciar a nossa primeira aventura na selva africana!
- Malta! Temos de passar em casa da Mariana e daí seguimos para a Kissama!
Vamos até Talatona, a zona nobre de Luanda, onde tudo é novo e luxuoso. Grandes condomínios, shoppings, grandes prédios, etc...
Paramos no Belas Shopping para tomar o pequeno-almoço. Um shopping ao nível de qualquer shopping na Europa mas com preços bem mais "refinados". Paguei cerca de 12€ por uma tosta-mista, um sumo (compal) e um descafeinado... Bolas!!! Que eles aqui não são nada meigos...
Mas, siga a rusga! Partimos em direcção a sul para o Parque Nacional da Kissama. Alguns kilometros de estrada asfaltada onde as regras de trânsito não existem. Chegamos à entrada do parque e somos avisados - Malta!! Segurem-se que a partir daqui é só TT. - Ligamos a tracção às 4 e lá vamos nós. Alguns kilometros depois de muitos saltos e solavancos, encontramos um mwangolé (nativo) com o eixo da pickup partido. Como estávamos numa picada, não passava mais que um carro e, por isso, tivemos de ajudar o homenzinho. Descobrimos que tinha vivido 18 anos na Madeira mas que tinha voltado. Enquanto pensávamos numa solução para o sucedido, aproveitámos e bebemos mais umas minis para refrescar a tola. Fizemos a nossa primeira imaculada em plena picada!!!
Não havendo grandes hipóteses de mexer o carro dali, acabamos por decidir voltar para trás e ir almoçar a Cabo Ledo, mas não sem antes darmos o nosso contacto ao desgraçado do nativo que teria de ficar ali debaixo de um sol abrasador.
Fomos para Cabo Ledo onde almoçámos um belo buffet que incluía umas belas lagostas e camarões e, claro, umas minis bem geladinhas. Acabado o almoço e uns dedos de conversa, é hora de regressar a Luanda. Temos de ir ao Aeroporto buscar duas pessoas.
Chegamos ao aeroporto, apanhamos as visitas, entregamo-las nos seus destinos e lá vamos nós de regresso a casa. Bolas!!! Temos de subir outra vez 6 andares!!!
-Habitua-te meu menino. Ainda agora chegaste!!!:)
Até amanhã!
Um aeroporto improvisado, mas ainda assim, pelo que me dizem, muito melhor do que antigamente. Já tem ar condicionado e tudo!
Saimos do aeroporto às 11h30m e lá encontramos o Joaquim, o nosso motorista. Um nativo simpático e sorridente que me diz - Bem vindo, chefe!
Uau!!! Já sou chefe e ainda agora cheguei...
- Leva-nos ao escritório, Joaquim! - e lá fomos nós para o escritório. Acabo de conhecer o meu novo posto de trabalho. Fica situado no eixo viário junto ao Kinaxixe, onde, logo em frente, estão a ser construidos 2 grandes hotéis. Ao que consta, deveriam servir para albergar os muitos visitantes que se esperam durante o COCAN2010 já em Janeiro mas, honestamente e pelo aspecto da coisa, parece-me completamente impossível que isso aconteça. Para terem uma ideia, apenas tem a estrutura de betão...
Apanhamos algumas coisas no escritório e vamos para o nosso apartamento. Um T2 num sexto andar do Prédio do Livro na Maianga, sem elevador, e a maior parte das vezes sem água. Mas calma!! Temos um depósito de 1000 litros e um gerador para a eventualidade de faltar a luz.
O apartamento é muito giro! Foi arranjadinho antes de chegarmos.
Chegados ao bairro do prédio, lá arranjamos um mwangolé para nos levar uma das malas (a minha...) até ao sexto andar. Ginásio, para quê??? A subir e descer estas escadas todas todos os dias, várias vezes por dia, quem é que precisa de ginásio?
Organizamos as coisas por casa e saimos para jantar. Hoje joga o meu FCP!! Temos de ir ver o jogo a qualquer lado. Jantamos no Veneza onde se come comidinha caseira e portuguesa. Bom e barato... quer dizer... cerca de 40 dólares por pessoa...
Acabo de conhecer o João e o Filipe que trabalham numa agência de viagens em Luanda e a Mariana que "trabalha" na UTEC, a Universidade que está para abrir há 2 anos...
Acabado o jantar, rumamos cada um a sua casa. Amanhã vamos fazer um SAFARI!!
E assim se passou o meu primeiro dia em Luanda.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
A primeira noite na ilha
Aposto que este tema vos desperta, a vós leitores, muito mais atenção. A curiosidade da noite, de todos os felinos e principalmente felinas que a percorrem. Vamos lá então a isso.
Depois de um dia em fomos conhecer um pouco da BUG, combinamos com o nosso amigo e colega das tunas, o Brasinha da TUIST, e sua namorada que por acaso também é das tunas, a Cláudia da Gatuna, uma bela jantarada no restaurante A Palhota, situado no fim da Ilha de Luanda. Obviamente fomos equipados de guitarras e sede. Depois de umas minis e de umas quitecas (tipo conquilhas, bem boas) lá vieram as belas refeições. Eram tornedós, eram espetadas mistas eram camarões ao alho e eram linguados. Confesso que a comida por cá é muito similar à nossa. Não é fácil encontrar um restaurante onde se possa comer uma boa Muamba. De qualquer forma não deixa de ser boa. Os restaurantes na ilha são quase todos ao ar livre, apenas com um telhado de colmo/palha, como qualquer construção tropical.
Obviamente, tendo a mula cheia, o que nos apetece de imediato é começar a tocar e beber um digestivo. Como não somos rapazes comedidos, tocamos duas horas de música variada e nova (graças ao reportório do Brasinha) e bebemos também duas garrafinhas de Famouse Grouse.
Num restaurante cheio de tugas foi uma noite que animou o espírito a muitos deles ao som de Zeca Afonso, Calos Paião, Boleros, sucessos das tunas, etc. Agradecidos, os tugas foram embora e nem um copo nos pagaram: à cambada de agarrados!
Depois de darmos mais uma gorja ao moço que supostamente tomou conta do carro, dirigimo-nos a caminho da badalada discoteca “Chillout”. Esta era uma noite sossegada, tinha sido feriado na quinta-feira (um dos 27 feriados anuais) e pouca gente ficou na cidade. Não havia fila para entrar o que é algo raro e logo fomos para dentro com a pressa de quem tem sede de beber algo ainda não tomado nessa noite: Gin Tónico, vulgo “GinZé”. No entanto algo aconteceu, o tempo parou! Cheio de babes estava aquela espécie de discoteca de praia ao ar livre, foi inevitável, eu não consegui parar de olhar. É mesmo verdade a babes, olha, são daqui!
Voltando à realidade, cagámos nelas porque facilmente ficamos doentes e fomos então para o bar. Foi continuar a beber de uma forma consecutiva e consistente até sermos atropelados por uma grande chiba, à porra…ainda dói.
Eram já 4h30 e já não estávamos lá a fazer nada, nós mais a chiba. Rumámos então até ao Django (discoteca, restaurante, bar, entre outras, aberto 24h), onde pudemos beber uma cervejinha e comer qualquer prato de carne para atenuar a dor.
Fomos para casa e assim acabou uma noite que já era dia, confesso que gostei, todos apreciamos..bastante!
Grupo Avançado Nº2
É domingo de manha, um dia normal, normalíssimo em Luanda: não há água nem luz, é o momento ideal para procriar como fazem os nativos ou para gastar a bateria do portátil a escrever um belo post ao som de Semba.
É Domingo de manhã e é já o terceiro dia de permanência em Luanda do grupo avançado nº2, Pintas, Abroks e o regressado Teen. A viagem foi já uma pequena amostra do que nos esperava. Um voo que partiu com 1h de atraso, em classe executiva com bancos rebatíveis, extensíveis, com massagens, televisão, vídeo, jogos, música e tudo mais, mas só o do Teen funcionava em pleno.
Aterrados no aeroporto 4 de Fevereiro continuamos a aguardar sentados para nossa segurança dizia a hospedeira; afinal era para esperar pela polícia que foi buscar um passageiro ao interior do avião. Depois de passar a alfandega (o que não foi fácil) e sair da gare, foi um mundo novo que nos se deparou tal como uma chapada de mão aberta. Centenas de pessoas à espera de passageiros, muitos ofereciam-se para nos levar ao centro, outros para levar malas, no fundo todos queriam uma qualquer “gasosa”. O que nos vale é que cá fora nos esperavam alguns colegas da empresa. Cá fora vi carros que nunca tinha visto na Europa, todos com jantes Ramalho, pneus Simões, grandes carros, carrões.
Com pouco trânsito conseguimos chegar à nossa casa no bairro da Maianga em 30 min (15 para sair do porque de estacionamento e o restante no caminho). À porta de casa estava o Eduardo o segurança 24h dia da casa, que nos saudou efusivamente. A casa é porreira pá, tem todos os confortos das nossas casas em Aveiro mais 300 canais satélite e um plasma de muitas polegadas. Mesmo à porta de casa temos o chamado morro da Maianga, um bairro suigeneris, engraçado, vá uma favela, onde as pessoas estão sempre a ouvir musica na rua, dançar e beber para passar a noite. Um bairro onde certamente, com muita pena minha, não nos estou a ver entrar nos próximos….anos.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
3 Meses em Angola

