terça-feira, 22 de setembro de 2009

Grupo Avançado Nº2

É domingo de manha, um dia normal, normalíssimo em Luanda: não há água nem luz, é o momento ideal para procriar como fazem os nativos ou para gastar a bateria do portátil a escrever um belo post ao som de Semba.

É Domingo de manhã e é já o terceiro dia de permanência em Luanda do grupo avançado nº2, Pintas, Abroks e o regressado Teen. A viagem foi já uma pequena amostra do que nos esperava. Um voo que partiu com 1h de atraso, em classe executiva com bancos rebatíveis, extensíveis, com massagens, televisão, vídeo, jogos, música e tudo mais, mas só o do Teen funcionava em pleno.

Aterrados no aeroporto 4 de Fevereiro continuamos a aguardar sentados para nossa segurança dizia a hospedeira; afinal era para esperar pela polícia que foi buscar um passageiro ao interior do avião. Depois de passar a alfandega (o que não foi fácil) e sair da gare, foi um mundo novo que nos se deparou tal como uma chapada de mão aberta. Centenas de pessoas à espera de passageiros, muitos ofereciam-se para nos levar ao centro, outros para levar malas, no fundo todos queriam uma qualquer “gasosa”. O que nos vale é que cá fora nos esperavam alguns colegas da empresa. Cá fora vi carros que nunca tinha visto na Europa, todos com jantes Ramalho, pneus Simões, grandes carros, carrões.

Com pouco trânsito conseguimos chegar à nossa casa no bairro da Maianga em 30 min (15 para sair do porque de estacionamento e o restante no caminho). À porta de casa estava o Eduardo o segurança 24h dia da casa, que nos saudou efusivamente. A casa é porreira pá, tem todos os confortos das nossas casas em Aveiro mais 300 canais satélite e um plasma de muitas polegadas. Mesmo à porta de casa temos o chamado morro da Maianga, um bairro suigeneris, engraçado, vá uma favela, onde as pessoas estão sempre a ouvir musica na rua, dançar e beber para passar a noite. Um bairro onde certamente, com muita pena minha, não nos estou a ver entrar nos próximos….anos.

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