Aposto que este tema vos desperta, a vós leitores, muito mais atenção. A curiosidade da noite, de todos os felinos e principalmente felinas que a percorrem. Vamos lá então a isso.
Depois de um dia em fomos conhecer um pouco da BUG, combinamos com o nosso amigo e colega das tunas, o Brasinha da TUIST, e sua namorada que por acaso também é das tunas, a Cláudia da Gatuna, uma bela jantarada no restaurante A Palhota, situado no fim da Ilha de Luanda. Obviamente fomos equipados de guitarras e sede. Depois de umas minis e de umas quitecas (tipo conquilhas, bem boas) lá vieram as belas refeições. Eram tornedós, eram espetadas mistas eram camarões ao alho e eram linguados. Confesso que a comida por cá é muito similar à nossa. Não é fácil encontrar um restaurante onde se possa comer uma boa Muamba. De qualquer forma não deixa de ser boa. Os restaurantes na ilha são quase todos ao ar livre, apenas com um telhado de colmo/palha, como qualquer construção tropical.
Obviamente, tendo a mula cheia, o que nos apetece de imediato é começar a tocar e beber um digestivo. Como não somos rapazes comedidos, tocamos duas horas de música variada e nova (graças ao reportório do Brasinha) e bebemos também duas garrafinhas de Famouse Grouse.
Num restaurante cheio de tugas foi uma noite que animou o espírito a muitos deles ao som de Zeca Afonso, Calos Paião, Boleros, sucessos das tunas, etc. Agradecidos, os tugas foram embora e nem um copo nos pagaram: à cambada de agarrados!
Depois de darmos mais uma gorja ao moço que supostamente tomou conta do carro, dirigimo-nos a caminho da badalada discoteca “Chillout”. Esta era uma noite sossegada, tinha sido feriado na quinta-feira (um dos 27 feriados anuais) e pouca gente ficou na cidade. Não havia fila para entrar o que é algo raro e logo fomos para dentro com a pressa de quem tem sede de beber algo ainda não tomado nessa noite: Gin Tónico, vulgo “GinZé”. No entanto algo aconteceu, o tempo parou! Cheio de babes estava aquela espécie de discoteca de praia ao ar livre, foi inevitável, eu não consegui parar de olhar. É mesmo verdade a babes, olha, são daqui!
Voltando à realidade, cagámos nelas porque facilmente ficamos doentes e fomos então para o bar. Foi continuar a beber de uma forma consecutiva e consistente até sermos atropelados por uma grande chiba, à porra…ainda dói.
Eram já 4h30 e já não estávamos lá a fazer nada, nós mais a chiba. Rumámos então até ao Django (discoteca, restaurante, bar, entre outras, aberto 24h), onde pudemos beber uma cervejinha e comer qualquer prato de carne para atenuar a dor.
Fomos para casa e assim acabou uma noite que já era dia, confesso que gostei, todos apreciamos..bastante!