terça-feira, 22 de setembro de 2009

A primeira noite na ilha

Aposto que este tema vos desperta, a vós leitores, muito mais atenção. A curiosidade da noite, de todos os felinos e principalmente felinas que a percorrem. Vamos lá então a isso.

Depois de um dia em fomos conhecer um pouco da BUG, combinamos com o nosso amigo e colega das tunas, o Brasinha da TUIST, e sua namorada que por acaso também é das tunas, a Cláudia da Gatuna, uma bela jantarada no restaurante A Palhota, situado no fim da Ilha de Luanda. Obviamente fomos equipados de guitarras e sede. Depois de umas minis e de umas quitecas (tipo conquilhas, bem boas) lá vieram as belas refeições. Eram tornedós, eram espetadas mistas eram camarões ao alho e eram linguados. Confesso que a comida por cá é muito similar à nossa. Não é fácil encontrar um restaurante onde se possa comer uma boa Muamba. De qualquer forma não deixa de ser boa. Os restaurantes na ilha são quase todos ao ar livre, apenas com um telhado de colmo/palha, como qualquer construção tropical.

Obviamente, tendo a mula cheia, o que nos apetece de imediato é começar a tocar e beber um digestivo. Como não somos rapazes comedidos, tocamos duas horas de música variada e nova (graças ao reportório do Brasinha) e bebemos também duas garrafinhas de Famouse Grouse.

Num restaurante cheio de tugas foi uma noite que animou o espírito a muitos deles ao som de Zeca Afonso, Calos Paião, Boleros, sucessos das tunas, etc. Agradecidos, os tugas foram embora e nem um copo nos pagaram: à cambada de agarrados!

Depois de darmos mais uma gorja ao moço que supostamente tomou conta do carro, dirigimo-nos a caminho da badalada discoteca “Chillout”. Esta era uma noite sossegada, tinha sido feriado na quinta-feira (um dos 27 feriados anuais) e pouca gente ficou na cidade. Não havia fila para entrar o que é algo raro e logo fomos para dentro com a pressa de quem tem sede de beber algo ainda não tomado nessa noite: Gin Tónico, vulgo “GinZé”. No entanto algo aconteceu, o tempo parou! Cheio de babes estava aquela espécie de discoteca de praia ao ar livre, foi inevitável, eu não consegui parar de olhar. É mesmo verdade a babes, olha, são daqui!

Voltando à realidade, cagámos nelas porque facilmente ficamos doentes e fomos então para o bar. Foi continuar a beber de uma forma consecutiva e consistente até sermos atropelados por uma grande chiba, à porra…ainda dói.

Eram já 4h30 e já não estávamos lá a fazer nada, nós mais a chiba. Rumámos então até ao Django (discoteca, restaurante, bar, entre outras, aberto 24h), onde pudemos beber uma cervejinha e comer qualquer prato de carne para atenuar a dor.

Fomos para casa e assim acabou uma noite que já era dia, confesso que gostei, todos apreciamos..bastante!

Grupo Avançado Nº2

É domingo de manha, um dia normal, normalíssimo em Luanda: não há água nem luz, é o momento ideal para procriar como fazem os nativos ou para gastar a bateria do portátil a escrever um belo post ao som de Semba.

É Domingo de manhã e é já o terceiro dia de permanência em Luanda do grupo avançado nº2, Pintas, Abroks e o regressado Teen. A viagem foi já uma pequena amostra do que nos esperava. Um voo que partiu com 1h de atraso, em classe executiva com bancos rebatíveis, extensíveis, com massagens, televisão, vídeo, jogos, música e tudo mais, mas só o do Teen funcionava em pleno.

Aterrados no aeroporto 4 de Fevereiro continuamos a aguardar sentados para nossa segurança dizia a hospedeira; afinal era para esperar pela polícia que foi buscar um passageiro ao interior do avião. Depois de passar a alfandega (o que não foi fácil) e sair da gare, foi um mundo novo que nos se deparou tal como uma chapada de mão aberta. Centenas de pessoas à espera de passageiros, muitos ofereciam-se para nos levar ao centro, outros para levar malas, no fundo todos queriam uma qualquer “gasosa”. O que nos vale é que cá fora nos esperavam alguns colegas da empresa. Cá fora vi carros que nunca tinha visto na Europa, todos com jantes Ramalho, pneus Simões, grandes carros, carrões.

Com pouco trânsito conseguimos chegar à nossa casa no bairro da Maianga em 30 min (15 para sair do porque de estacionamento e o restante no caminho). À porta de casa estava o Eduardo o segurança 24h dia da casa, que nos saudou efusivamente. A casa é porreira pá, tem todos os confortos das nossas casas em Aveiro mais 300 canais satélite e um plasma de muitas polegadas. Mesmo à porta de casa temos o chamado morro da Maianga, um bairro suigeneris, engraçado, vá uma favela, onde as pessoas estão sempre a ouvir musica na rua, dançar e beber para passar a noite. Um bairro onde certamente, com muita pena minha, não nos estou a ver entrar nos próximos….anos.